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22.04.2008

 
Entrevista

José Mario Brasiliense da Oficina Municipal

 

1) Qual a tradição das ONGs em influenciar políticas públicas? Qual a sua avaliação do resultado obtido até agora?

No exterior esta tradição é longa e no Brasil crescente com resultados os mais diversos possíveis. Parece-me que o próprio surgimento do conceito de “Non Governamental Organization - NGO”, ou, em português, Organização Não Governamental (ONG) traz na sua própria formulação um ideário de influência crítica em relação às Políticas Públicas (em inglês, “public policies”). Na medida em que as ONGs se definem como aquelas instituições que “não são governo” elas se afirmam como instituições que das duas uma: ou simplesmente criticam as políticas de governo ou propõem políticas alternativas às políticas de governo existentes.

Portanto, a própria razão de ser das ONGs - ao menos aquelas instituições que se denominam como tal - é a influência em políticas públicas. No Brasil o conceito vem ganhando força desde a década de 90 e a participação das ONGs no mundo das políticas públicas tem sido muitas vezes visíveis. Por isso merecem ser bem analisadas.

A perspectiva crítica implícita no conceito “ONG” obviamente se manifesta explicitamente naquelas entidades privadas que se constituem para deliberadamente controlar as políticas públicas. Esta possibilidade é inerente ao princípio democrático. Em uma Democracia – governo do povo – as pessoas podem e devem exercer direta e indiretamente controles sobre os agentes públicos. As ONGs podem portanto ocupar-se desta ação buscando influir diretamente sobre os governos. Por outro lado podem também influenciar o processo político eleitoral que elege representantes do povo para governar. Assim como os cidadãos, as coletividades formadas pelas ONGs são atores na “democracia participativa” e na “democracia representativa”, ainda que uma entidade não possa exercer o direito a voto, restrito ao eleitor, pode ser uma formadora de opinião.

De toda forma os controles, freios e contrapesos exercidos pelas ONGs frente às instituições de Governo são o primeiro tipo de interface a ser avaliado. No Brasil são muitas as ONGs que atuam neste espectro do controle sobre os três poderes, Legislativo, Executivo e Judiciário. Porém, na minha opinião, os resultados ainda são pouco significativos diante do tamanho do país e do número de agências governamentais existentes nas três esferas de governo sobre as quais deve recair o controle social. Por isso acredito que devam se aperfeiçoar os mecanismos de controles internos do Estado na tradicional busca de equilíbrio de forças entre Legislativo, Executivo e Judiciário que no Brasil é uma dinâmica em construção já que a cultura política de “fusão” dos poderes herdada do Estado unitário e monárquico português ainda não foi totalmente superada. Não por acaso os permanentes conflitos por maiorias no Congresso e as quedas de braço entre Executivo e Legislativo.

Uma segunda expressão que assumem as ONGs no mundo político-governamental é aquela das entidades que assumem posturas “propositivas” e que colaboram na formulação e na co-gestão de políticas públicas. Esta forma de atuação das ONGs já exige uma capacidade técnica e política maior de seus membros. Para propor algo aos governos os agentes das ONGs devem estar minimamente informados sobre as práticas governamentais, as atribuições das agências de Estado, o histórico das políticas, os avanços possíveis, os espaços orçamentários, o debate parlamentar, os interesses das diversas comunidades etc. São várias as entidades que atuam neste campo com bastante eficiência porém, na minha opinião, também em número insuficiente para amparar e colaborar, principalmente, com os Governos Municipais cujas responsabilidades pelas políticas públicas é crescente desde a promulgação da Constituição de 1988.

Há uma terceira faceta do vasto universo abrangido pelas ONGs que talvez seja até a mais tradicional entre elas. Trata-se das entidades que agem diretamente sobre pessoas individuais e sobre a própria comunidade das mais diversas maneiras, segundo as mais variadas necessidades ou demandas. Boa parte deste tipo de entidade passou a ser qualificado como ONGs ainda que preexistissem a este conceito típico da pós-modernidade. Parece-me que a maior parte das entidades que hoje são apontadas como as grandes “substituidoras” do Estado e das “políticas governamentais” são exatamente estas tradicionais entidades prestadoras de serviços à comunidade, por exemplo, os hospitais, creches, sanatórios etc.

Estas atividades tradicionais das comunidades demonstram que na verdade a sociedade não precisa substituir o Estado pois existe antes dele. O debate ideológico sobre a substituição do Estado em muitos momentos é falso na sua premissa e por isso não leva a nenhuma conclusão. Toda ação social deve na verdade preceder o papel dos Governos que é somente o de subsidiar a comunidade quando esta não dá conta de oferecer voluntariamente, a todos os necessitados, os bens e serviços dos quais precisam segundo o princípio da solidariedade humana. Em outras palavras, homens e mulheres nascem para viver em sociedade independentemente da existência ou não de Estados e Governos. As pessoas por natureza se solidarizam e se ajudam mutuamente.

Portanto, na minha opinião, é desnecessário e ideológico afirmar que as ONGs (ou as associações de pessoas no mundo privado) existem para fazer o que o Estado não é capaz de fazer. As associações de pessoas em favor de outras pessoas existe é um fenômeno milenar e que certamente irá subsistir para sempre. Com ou sem Estado, com ou sem ONGs. A solidariedade humana não se define pela via da negação do Estado, ou dos Governos, mas pela via da afirmação do Bem Comum.

Toda forma de associativismo em favor da comunidade local, nacional ou mundial pressupõe uma maturidade cívica profunda e um engajamento real das pessoas na solução de seus próprios problemas, segundo o princípio da autonomia comunitária. Esta autonomia se exerce “de baixo para cima”, a partir das comunidades menores em direção às maiores. Trata-se do princípio da subsidiariedade segundo o qual uma entidade maior ou mais poderosa só deve auxiliar entidades ou comunidades menores quando estas solicitam e no limite do que é solicitado. As ONGs fazem parte das comunidades. Quanto mais largo seu espectro de interesse mais corresponderão ao conjunto. Quanto menor, mas restrita sua representatividade perante o conjunto.

No caso de um Estado Federativo como o Brasil, quando se respeita o princípio da subsidiariedade, a União não deve interferir em políticas dos Estados federados e dos Municípios se estes dão conta sozinhos do recado. Por sua vez os Estados federados não devem interferir nas políticas dos Municípios se estes são capazes de autonomamente prover tal ou tal política. E finalmente, nem Município, nem Estado nem União devem intervir nas ações comunitárias privadas quando elas se bastam. A sociedade civil, seja qual for o seu tipo de organização, precede o Estado. ONG é um tipo de organização da sociedade civil que na atualidade tem uma certa hegemonia, ainda que conceitual. Isso poderá mudar no futuro sem que deixe de existir a sociedade civil.

Na minha opinião este é o grande aprendizado que a sociedade brasileira deve passar: aprender o que é a solidariedade e o que é a subsidiaridade. Se estes valores fossem presentes certamente não teríamos uma nação tão injusta e com tanto desrespeito à dignidade da pessoa humana. Este aprendizado social deverá passar pela melhor definição de alguns pares de conceitos hoje muito confusos tais como:”público e privado”; “usuário e cliente”; “política pública e política privada” etc. Conceitos de resto fundamentais para as associações e fundações privadas que, segundo o atual Código Civil, são os dois tipos de personalidade jurídica possíveis no campo privado sem finalidade de lucro. Campo este que, obviamente, existe e atua na fronteira com as políticas de Estado. Campo que vem sendo chamado de terceiro setor, termo que também causa polêmica, questão que neste momento não interessa ser tratada.

Em suma, o papel solidário das entidades da sociedade civil, em países como o Brasil, vem exigindo, mais do que organizações, de pessoas dispostas a atuarem como “empreendimentos sociais” (conceito da moda). E dispostas a esta atuação tanto no setor privado como no setor público. Pessoas com caráter e espírito construtivo, propositivo e pro-ativo. Uma Nação profundamente injusta e marcadamente corrupta se transforma pelo exemplo de seus agentes civis (pessoas, associações e empresas) bem como pelos seus agentes governamentais (legisladores, servidores, governantes, promotores, policiais e juízes). Não é possível a existência simultânea de duas éticas, uma para o mundo das ONGs e outra para o mundo dos Governos. Muitos têm esta ilusão e olham para as ONGs como panecéia.

As estatísticas brasileiras demonstram que no Brasil vem melhorando os resultados das ações coordenada entre Governos e entidades organizadas da sociedade civil. Este relacionamento tende a melhorar especialmente em nível sub-nacional, ou seja, com governos municipais e estaduais. Os controles e a transparência é maior nestas esferas, especialmente na esfera local. Se por um lado observam-se melhoras pode-se afirmar com tranqüilidade que as boas práticas são insuficientes para responder às dramáticas situações sociais que presenciamos.

As situações sociais são prioritárias em relação aos problemas ambientais, campo em que as ONGs começaram a atuar mais cedo e onde têm mais força. O “lobby” ambientalista muitas vezes move mais pessoas do que o “lobby” do combate à miséria e à pobreza. Ainda que as duas questões se apresentem também d emodo associado. Em lugar desta ação coordenada entre Governos e sociedade civil tem se preferido apostar na mão invisível dos mecanismos de mercado. As ações sociais via mercado, atualmente, preconizam a distribuição direta de renda (programas de “bolsas sociais”) e o micro-crédido. Aumentar a renda das pessoas com subsídios governamentais é sem dúvida algo válido e mesmo urgente. Algo importante porém insuficiente. A experiência da miséria do pós-guerra europeu demonstrou que a melhor saída para o desenvolvimento é o trabalho humano que dignifica e realiza a pessoa. Ao lado do trabalho, também na Europa, se demonstrou, especialmente na Alemanha com as fundações políticas, que é fundamental a formação cívica que resgata a dimensão política inerente a todo ser humano.

Não sou capaz de avaliar as razões para os ainda frágeis resultados práticos da articulação entre ONGs e governos no Brasil. Talvez um dos problemas seja a extrema concentração de poder ao nível do Governo Federal que em tese deveria delegar aos estados federados e aos municípios as funções centrais e os recursos necessários para as políticas públicas de caráter social (saúde, educação, assistência) e para as políticas de caráter ecológico (meio ambiente, recursos hídricos e desenvolvimento urbano e rural).

Outra razão talvez resida na própria confusão existente dentro do ambiente das ONGs sobre qual é (ou deveria ser) o papel principal de cada uma delas e como suas atividades poderiam se complementar. Muitas ONGs desempenham “um pouco” das três tarefas distintas acima descritas e acabam sendo ineficientes, ineficazes e não efetivas em todas elas. Buscando corrigir estes erros entidades como a Ashoka Empreendedores Sociais passaram a investir no debate e na capacitação sobre políticas públicas dentro das redes de empreendedores e ONGs. Esforços como estes são extremamente positivos e poderão trazer resultados no futuro. Questões centrais são colocadas neste cenário, tais como, o que é Governo, o que é Estado, o que é sociedade organizada. Sem que se tenha clareza destes conceitos muito dificilmente poderá se ter uma boa autodefinição sobre o papel das próprias Organizações Não Governamentais no mundo social.

A propósito as ciências jurídicas sempre afirmaram que quando se deseja ter sucesso em alguma atividade - ou empresa, seja ela de caráter social ou econômico - é melhor defini-la positivamente e nunca pela via negativa. A moda brasileira (e global) dos conceitos negativos parece ter uma carga niilista muito forte e poderá produzir um tiro pela culatra. Falar em “não governo, não público, não estatal” não me parece ser algo muito claro e saudável do ponto de vista político. O risco que se tem em países subdesenvolvidos é restar sem qualquer tipo de política social decente. Isso prejudicaria, mais uma vez, o povo que mais necessita dela.

Parece-me que o viés essencialmente econômico por trás destes conceitos dos quais aqui tratamos é insuficiente. Em outras palavras, não basta a perspectiva contemporânea que valoriza o mercado e os produtos “non profit” em detrimento do público. Temo que este viés careça de visões complementares da ciência política, do direito, da antropologia, da sociologia, da ecologia entre outras. Interdisciplinaridade e intersetorialidade são palavras chave quando se trata de políticas públicas. Lições básicas dos cursos de administração e direito público.

2) Na sua percepção es ONGs interessadas em atuar nesta área, tem de ter uma preparação especial? Qual seria??

Para ser coerente com o que acabo de afirmar acima, dentro desta preparação especial, que realmente se exige, em primeiro lugar, eu sugeriria que os militantes de ONGs estudassem profundamente Direito Público, Administração Pública e Governo. Muitos procuram ir rápido demais preocupando-se com técnicas de “found-raising”, elaboração de “business plans” e “gestão de projetos”. Todas as três técnicas são essenciais, porém insuficientes.

Em segundo lugar sugeriria que os militantes de ONGs escolhessem claramente o seu foco de ação e sua opção institucional dentre três possibilidades acima descritas:

a) crítica ao Governo e às políticas públicas – ONGs mais combativas, que devem normalmente colaborar com Ministério Público e Poder Legislativo;

b) proposição de políticas públicas e formação cívica/governamental – ONGs de caráter mais científico que devem normalmente colaborar com as Universidades e governos;

c) ações de assistência social ou promoção humana – ONGs de caráter associativo e comunitário, que exigem com grande capacidade de liderança, articulação e altruísmo. Estas entidades devem normalmente colaborar com as empresas locais, Igrejas e agências de financiamento e de cooperação internacional.

3) É verdade o argumento que as ONGs esvaziam os partidos políticos e sindicatos neste papel de influência?

Está é uma hipótese a ser verificada pelos sociólogos e cientistas políticos contemporâneos. O argumento da “cooptação” das ONGs pela ideologia neo-liberal que ataca o Estado e as políticas públicas do well-faire tem sido apresentado em muitas ocasiões. É claro que a ciência não está privada de visões ideológicas.

Mais importante que este debate, na minha opinião, é a própria reflexão dos militantes das ONGs. Fazer esta autocrítica me parece algo fundamental com a sensibilidade e a grande capacidade de análise destes atores sociais. A questão de fundo, em relação aos Partidos, é a legitimidade e a representatividade das ONGs. Neste aspecto temos que concordar que pode existir um risco de “by pass”. Ou seja, as ONGs podem prescindir das estruturas Partidárias influenciando diretamente as cúpulas de governo em nome de seus interesses.

O pensamento crítico ensina que é preciso vigiar também as boas intenções de sujeitos e entidades bem vistas. O termo “politicamente correto” tem sido muito usado e na verdade parece-me simplista e simplificador. É fácil ser simpático às grandes causas sociais e ecológicas. Difícil e ser coerente e fiel a estas causas. A sustentabilidade política no ocidente, quando existiu, fundou-se na sociedade civil e em instituições saudáveis. Não bastam discursos visionários e messiânicos. O grande critério de análise no campo das políticas sociais, assim me parece, segue sendo o do testemunho de seus agentes. O tradicional valor do “serviço ao próximo” não morreu. A propósito, a história das lideranças que morreram por uma causa e que abandonaram seu conforto material para ajudar o próximo, na minha opinião, são e serão sempre as referências de qualquer trabalho em favor da comunidade e do Bem Comum (São Francisco, Gandhi, Luther King, Teresa de Calcutá).

Por fim, o tempo dirá qual o efeito da militância nas ONGs sobre os partidos e sindicatos. Independentemente da ascensão das ONGs, lamento muito o esvaziamento dos Partidos e Sindicatos. Estou seguro que este fenômeno é a principal fonte das disfunções de Estado. E estou seguro que ainda vamos despertar para a profunda necessidade de uma reforma política. Creio que por muitas e muitas décadas existirão as agências estatais e seus quadros de cidadãos contratados para servir. Não poderemos tão sedo abrir mão da necessidade de ter legisladores e governantes eleitos. Menos ainda, abrir mão dos controles necessários sobre os mesmos.

Não acredito que as ONGs serão suficientes para exercer este controle de forma articulada e constante. Há ainda uma resistência das ONGs que dependem do financiamento privado a tudo que “cheira” governo. Contrariamente, as ONGs que dependem do financiamento público muitas vezes caem na tentação de se confundir com o poder e querem se ver livres dos controles privados. Neste jogo de empurra e solta, puxa e segura, na minha modesta opinião, não haverá como escapar da figura institucional dos Conselhos e dos Parlamentos, nos três níveis de governo. E lembro que eles funcionam na base partidária ou se associam a ela.

4) O momento brasileiro é bom para esta iniciativa das ONGs?

O momento brasileiro é marcado por uma profunda carência de estadistas e lideranças políticas, bem como, caracteriza-se por uma crise de Estado e das instituições governamentais. A ditadura militar é a grande responsável por esta situação. Reconstruir um Estado Democrático de Direito, orientar e governar a máquina pública são tarefas muito grandes. Este vácuo institucional é claro que se torna um campo fértil para as iniciativas das ONGs. A pergunta essencial para elas é a seguinte: onde querem se apoiar? Nos movimentos sociais, nas próprias comunidades locais, nas empresas privadas, nos governos com mandato, nos partidos políticos, nas agências internacionais? Neste cenário relativamente confuso e ao mesmo tempo promissor estamos todos chamados a uma reflexão criteriosa sobre os rumos das políticas públicas e seus atores.

Não se deve descartar a possibilidade das próprias ONGs virem a conhecer uma profunda crise da qual sobrevivam somente aquelas entidades de raiz (radicais) que tratam exclusivamente da assistência aos doentes e pobres. Estou certo que as Santas Casas de Misericórdia, sempre citadas e sempre lembradas, nunca deixarão de existir, seja qual for o nome que venham ter. Meu argumento é sempre o da solidariedade humana que não morre jamais. E quanto mais se ataca a própria humanidade, mais forte ela tende a ficar. Em muitas situações e isso que se tem na atualidade.

As crises de identidade – pessoais ou institucionais – decorrem muitas vezes da negação da paternidade. Para concluir diria que as ONGs, na medida em que negarem os Governos em seu próprio nome, terão muita dificuldade de lidar com Políticas Públicas. Por isso brincamos com os termos em nossa modesta entidade – a Oficina Municipal – a que chamamos de Organização Pro Governamental - OPG. Somos uma Escola de Cidadania e Gestão Local. Estamos aqui para servir o cidadão, o militante das associações privadas de interesse público, o líder de classe, o líder empresarial, o líder político-partidário, o servidor e o gestor público. Procuramos informar, formar, capacitar e assessorar. Esperamos que cada um destes atores seja capaz de responder a si mesmo: “quem sou” e “a que vim”. Esperamos que sejam capazes de utilizar-se das vias previstas pelo Estado Democrático de Direito para formular Políticas Públicas de Estado, que sejam eficientes, eficazes e efetivas. Políticas que visem o Bem Comum que não é somatória de bens privados. Esperamos que sejam sobretudo solidários com aquele mais próximo que necessita de ajuda e que faz a diferença na balança da justiça social.